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IGUATEMI APRESENTA

PauloDarze

De 9 de novembro a 10 de dezembro

Exposição “Cada um de nós, também os outros” de Gustavo Moreno

A galeria Paulo Darzé abre dia 8 de novembro, quinta-feira, a exposição individual, “Cada um de nós, também os outros” que apresenta trabalhos inéditos do artista visual Gustavo Moreno. São 20 obras – impressão e acrílico, óleo e sintético s/ lona e impressão e sintético s/ aço – em grandes dimensões que se referem à fusão memória, tempo e espaço.

 

“Esse trabalho que apresento, refere-se à questão da memória e das minhas vivências. Crio uma narrativa que acontece em cruzamentos, sinuosa e não linear. Começa com registros fotográficos, que venho fazendo e arquivando em diversos lugares. Essas imagens vão se acumulando, e num determinado momento eu as revisito, no plano pictórico”, diz Gustavo. “Há questões sobre identidade, a busca de uma identidade estável e fixa, nossas identificações estão se deslocando, confrontadas com a virtualização e a velocidade da vida contemporânea. Há um cruzamento com a periodização da cultura ocidental, aponta para nós mesmos, de onde viemos, para onde vamos. São anseios da infância, é uma espécie de reter o tempo” complementa o artista.

 

A mostra apresenta um trabalho impactante que leva o espectador a reflexão sobre conceitos complexos como a negação da identidade e as investigações das relações do indivíduo contemporâneo. A exposição fica aberta até o dia 8 de dezembro.

 

O artista

 

Gustavo Moreno nasceu em Salvador (BA), em 1969. Filho de artistas plásticos graduou-se em artes visuais pela UCSAL – Universidade Católica de Salvador e a pós-graduação pela Universidade da Arte Contemporânea de Salvador. Na EVA- Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Rio de Janeiro, RJ , cursou programas de formação em Teoria da Arte ministrado por Fernando Cocchiarale e Imagens e Superfície com Luiz Ernesto Morais. Suas experimentações trafegam entre pintura, fotografia, esculturas e instalações.

 

Tem interesse por questões relacionadas à imaterialidade, gravidade, dimensionalidade e periodização. Em 2000, realizou sua primeira exposição individual no MAM – Museu de Arte Moderna da Bahia. Participou de inúmeras exposições em galerias, instituições e salões. Suas obras integram instituições, museus e espaços públicos da Bahia. Vive e trabalha no Rio de Janeiro. Seu atelier fica instalado na Fábrica Bhering.

 

A exposição

 

O que eram figuras anônimas numa fotografia, por um processo de criação anulada ou manchada, passam a ganhar dentidade através o brilho do esmalte e o do aço. O visível das imagens torna-se o invisível para que novas figuras sejam vistas. Desfeita uma realidade se passa para uma outra. O instante de nos vermos refletido na cena. Não mais estamos diante, mas dentro. De observador, agora refletido, nos tornamos parte integrante e indissociável, único e multiplicado. Desta maneira a obra passa a conter quem a vê através de um jogo de sensação visual estabelecido por um processo de interferências – a negação do material utilizado - e, como resultado da aplicação do esmalte e da utilização do aço, o refletir de imagens que esta superfície espelhada oferece. “Mudo adula, mudo encarece, mudo atrai, mudo afeiçoa, mudo enfeitiça, mudo engana, mudo mente e desmente juntamente, negando o que é, e fingindo o que agrada”. Estas são palavras de Padre António Vieira, no Sermão do Demônio Mudo, termo com o qual ele nomeia o espelho. É de espelhos que é feita esta mostra, uma pintura onde a relação espectador/obra reflete a negação ou anulação de uma identidade buscando na criação do anonimato exibir através de zonas refletidas na estrutura do espaço, por uma imposição física, territórios onde cada um de nós, retratados conjuntamente com as imagens ou as suas sobras, memória que a matéria possui, se veja transformado em parte constitutiva, o corpo de cada um de nós sendo uma exigência interna para que venha a estabelecer um diálogo, fato físico e visual em seus múltiplos significados e associações que só, e somente assim, neste desdobramento, pode fechar seu ciclo, se completar como obra de arte – Cada um de nós, também os outros. (Claudius Portugal)

 

Cada um de nós, também os outros
Gustavo Moreno - Impressão e acrílico, óleo e sintético s/ lona e Impressão e sintético s/ aço 20 obras – tamanhos que variam entre 260×200 cm e 120×80 cm

Quando De 9 de novembro a 10 de dezembro
Horário De terça a domingo - das 9h às 19h
Local Galeria Paulo Drazé, Rua Chrysippo de Aguiar, 08 - Corredor da Vitória
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